segunda-feira, 7 de maio de 2012

Divórcio e Filhos


A separação de um casal pode se transformar em uma odisséia, ou pode ser simplesmente um período de mudanças em que cada membro da família, adulto ou criança, tem a oportunidade de recomeçar a vida. Mas é uma empreitada de risco, uma travessia, que precisa ser bem acompanhada para não deixar seqüelas. Aqui vão algumas informações que podem ajudar na passagem para uma nova vida, quando é preciso começar de novo.

Enfim, sós:
Quando um casal decide separar-se, surge uma fase de turbulência durante o período de negociação que os pares travam para decidirem como será a nova vida de cada um deles. Mesmo que o casal tenha decidido romper o vínculo de comum acordo, esta fase significa muito mais que uma simples separação. É a fase em que as vidas de ambos saem do equilíbrio anterior (bom ou ruim), como toda fase de mudança, onde tudo está fora de lugar.

Esse equilíbrio, que é buscado pelo ser humano, é chamado pelo Dr. Haim Grunspun, professor da Puc-SP, mediador, citado na Revista Catharsis, de psicologia, de homeostase, emprestando o termo da biologia. A homeostase familiar é o período em que existe uma harmonia, uma rotina, onde tudo é conhecido e mais ou menos previsível. A ruptura da homeostase familiar significa uma crise, lembra Dr. Grunspun, que pode ser superada ou, ao contrário, pode ser mantida causando sofrimentos a ambos os parceiros. Em geral, a separação é o resultado de uma seqüência de pequenas crises de desequilíbrio entre o casal. Como um vulcão, que dá vários sinais e por fim erupciona, desorganizando todo ambiente à sua volta.

Se esta fase é superada com êxito, mesmo que um dos parceiros (ou ambos) no íntimo não desejassem separar-se, ainda assim a nova vida significa uma nova rotina, uma fase diferente de um novo equilíbrio. É quando, pela segunda vez, cada um diz ‘Enfim, sós’. Mas agora, eles estão sós consigo mesmos, e não os dois (marido e mulher) sós em relação ao mundo, quando se uniram pela primeira vez.

Esse ‘enfim sós’, porém, muda bastante de figura quando o casal tem filhos. Existem questões delicadas a serem revistas, tanto do lado dos adultos quanto do lado das crianças. Além das questões resolvidas no âmbito jurídico, existem as questões emocionais. Cuidar para que, dessa batalha onde não existem vencedores nem vencidos, todos saiam sem ferimentos e seqüelas, é tarefa de um novo profissional que surge modernamente, que é o mediador familiar.

Como ficam os filhos:
Um juiz, solicitado pelas partes em litígio (divergindo entre si), vai determinar as questões consideradas mais práticas, ou seja, com quem ficam os filhos, horários de visita, pensão alimentícia. Por lei, os pais devem prover alimentos aos filhos até a maioridade, oferecer-lhes educação, saúde e lazer. Tudo, ou quase tudo, está previsto em lei. O que não está previsto é como ficam os filhos emocionalmente, pois diante da separação tudo é novo, desconhecido, imprevisto e muitas vezes assustador para o adulto e para a criança.

O Dr. Louis V. Nightingale, terapeuta familiar, escreveu um livro interativo (My Parents Sill Love Me Eventhough They´re Getting Divorced, EUA) para ajudar crianças a superarem a separação dos pais, onde ele lembra a estas que:

- O divórcio não é culpa dele (do filho).
- É normal pensar e sentir algo a respeito.
- O que o filho pensa e sente tem importância.
- É natural que os pais chorem.
- Os filhos vão ser cuidados, mesmo os pais não estando juntos.
- Outras crianças experimentaram a mesma situação e tudo acabou bem.
- Há pessoas com quem eles podem conversar.
- Há coisas que as crianças podem fazer para se sentirem melhor e também os pais.
- Eles continuam a ser amados depois do divórcio dos pais.
Estudando o universo mental das crianças, o Dr. Nightingale diz o que elas pensam: não gostam da idéia de irem para outra casa, ficam r>
incomodados com as brigas dos pais, ou quando se lembram que eles poderiam estar juntos, sentem falta do cão de estimação e das coisas que tiveram de abrir mão na mudança, e ficam em dúvida se não foram eles próprios os ‘culpados’ pela separação dos pais.

Pensando nisso, algumas associações começaram a surgir com o objetivo de assegurar às crianças e aos pais a continuidade do contato entre si depois de separados, e que esse contato tenha mais qualidade na relação pai-filho, como a Associação Pais Para Sempre - APPS, em Portugal. Segundo a APPS, todas as crianças têm direito a manter contato direto e permanente com os pais e com a família de cada um deles.

O papel do juiz é fundamental, pois de sua decisão depende a nova estruturação de vida dos pais e das crianças. Mas para que a sua decisão seja benéfica e justa para todos, é muito importante fornecer ao juiz os dados claros e precisos das necessidades e da disponibilidade de cada um dos pais, bem como das necessidades dos filhos, que devem ser levadas em conta. Questões como a guarda dos filhos, a pensão e outras também podem ser revistas mais adiante, caso o arranjo acabe se mostrando incompatível para um dos cônjuges (visitas de pais que moram em outra cidade, por exemplo, ou perda do emprego, ou outras questões de vida pessoal).

Mas as questões emocionais, que são, na verdade, o leit motif (o pano de fundo) de uma separação, não devem ser negligenciadas, ainda mais quando elas podem marcar os filhos em plena fase de desenvolvimento físico e psicológico. Essas questões devem ser acompanhadas de perto, para evitar que as crianças fiquem marcadas ou sejam discriminadas, e também para minimizar as feridas internas naturais de uma mudança brusca da separação.

Evitando estigmas:
Na pressa em se retomar o modelo tradicional de família (composto por homem, mulher e filhos), que vem aos poucos se modificando e que ainda atende economicamente a uma boa parte da sociedade, inclusive a algumas religiões (casais contribuem mais com as igrejas do que pessoas isoladamente), articulistas como Chuck Durham, ainda que bem intencionados, dão declarações que podem marcar profundamente crianças e adolescentes criados apenas pelo pai ou pela mãe. Sem identificar quais são as estatísticas em que se baseia, Chuck diz: "As estatísticas revelam que 70% dos jovens em reformatórios do governo vêm de lares sem os dois pais presentes". E continua: "Crianças numa família com uma mulher como a cabeça têm duas vezes mais probabilidade de receber serviços de saúde mental do que crianças em famílias com ambos os pais presentes. Meninas em famílias de um só pai estão em maior risco de sexualidade e casamento precoces, gravidez fora do casamento e divórcio do que as meninas de famílias com dois pais".

No entanto, estas são afirmações passíveis de grave erro. Desde a Antiguidade, são incontáveis as narrativas de crianças que eram entregues para serem criadas por terceiros, ainda bebês.

O pesquisador Jack Goody (Família e Casamento na Europa, tradução de Ana Barradas, Oeiras, Celta), por exemplo, aponta em seus estudos a existência disseminada de crianças que cresceram com suas amas de leite, ou que forem entregues a parentes (havia entrega recíproca entre parentes) para que aprendessem um ofício, quando não, entre os celtas, eram deixadas com estranhos. Os meninos e meninas nobres e nascidos livres, diz ele, eram enviados para fora de suas casas para serem criados em outro lugar até a adolescência. Faziam-se pagamentos ao pai adotivo, e não ao pai biológico, o que desvalorizava, diz Goody, e por vezes diluía a paternidade em favor de terceiros. Outras crianças, filhos de escravos, eram sumariamente separadas dos pais – e a História mostra que nem sempre predominou o modelo homem-mulher-filhos como base da sociedade, como é hoje considerada a família.

No entanto, não se têm notícias de que a maioria dessas crianças afastada dos pais tivesse forçosamente um único destino, o de se entregarem aos vícios, ou de fracassarem na escola, ou de precisarem de assistência mental ou psicológica.

Afirmar, portanto, que a separação pura e simples gera filhos com problemas é colocar de imediato, nos filhos de pais separados, o rótulo de filhos-problema, quando eles nem sequer ainda cresceram ou demonstraram quais serão suas tendências pessoais.

Os filhos de pais separados hoje são em número praticamente equiparado aos filhos de pais que vivem juntos e o rendimento escolar, o comportamento e as emoções são difíceis de distinguir entre os dois grupos.

O que desestabiliza emocionalmente os filhos, por ocasião de um divórcio dos pais, não é a separação em si, mas como ela é administrada e muito do humor dos filhos dependerá, daí por diante, do humor, da atenção e das condições do pai ou da mãe que tiver ficado com sua guarda.

Depois de ultrapassado o período de mudanças, é perfeitamente possível que a nova vida da criança seja normal e saudável, no que vai depender muito da expectativa dos adultos, não compensando a criança a todo o momento pela perda da vida anterior (com ambos os pais), impondo limites e oferecendo segurança como é feito a toda criança ‘normal’. E para auxiliar na fase de mudanças e acertos durante o processo do divórcio, o mediador pode ter um papel fundamental, atenuando conflitos e ajudando os pais a tomarem decisões.

O papel do mediador:
A ABN - Formação e Consultoria Multidisciplinar, consultoria especializada em mediação de divórcios, define mediação como "Um método pelo qual uma terceira pessoa, neutra, especialmente formada, colabora com as pessoas que se encontram em situação de mudança ou mesmo de impasse, a fim de que restabeleçam a comunicação, podendo chegar a um acordo que as beneficie".

Segundo Dr. Grunspun, o mediador familiar é um profissional que auxilia casais em crise, agindo preventivamente, ou casais durante ou após uma separação, os quais buscam novas formas de família. Esta é uma profissão nova no Brasil, embora exista há tempos nos países mais avançados, onde o juiz, às vezes inclusive a pedido do casal, sugere um mediador para acompanhar o processo do divórcio. Não é o mesmo papel do advogado (embora este possa também se tornar um mediador, como um psicólogo ou outro profissional), pois o advogado cuida dos trâmites legais do divórcio, e não das questões pessoais e emocionais. Também não é o mesmo papel de um conciliador, diz Dr. Grunspun, pois na conciliação está implícito que o motivo das reuniões é para se chegar a um acordo em que o casal volte a viver junto.

O mediador não interfere no desejo do casal em separar-se, simplesmente acompanha as negociações entre os parceiros de modo a haver o mínimo de desgaste emocional possível.

O papel profissional do mediador já está previsto no Projeto de Lei 4827, de 1998, da deputada federal Zulaiê Cobra Ribeiro.

De acordo com Dr. Grunspun, o ganho para os filhos, quando o divórcio é conduzido sem maiores conflitos, é muito maior porque a mediação se dá visando principalmente o bem dos filhos e neste sentido ela é conduzida.

Assim, pais em divórcio amigável ou litigioso devem perguntar ao seu advogado, em sua comunidade ou mesmo no Fórum se ali já existe a figura do mediador, que muitas vezes trabalha como voluntário (nos países avançados, onde a aposentadoria é real, isto é muito comum).

Conclui-se que a separação em si não significa um mal ou um bem, mas o clima com que se conduz uma separação é fundamental para tudo o que vier depois. Mesmo que todos os membros da família tenham que abrir mão de suas rotinas anteriores, de algum pertence, de uma casa, existe ainda uma vida pela frente e tudo pode ser reconstruído, desta vez com mais qualidade. Isso também ajuda nas visitas do pai que não detém a guarda dos filhos e na aceitação do resto da família, que em geral fica emocionalmente sobrecarregada com o conflito dos filhos e dos netos, mas que pode ser aliviada deste fardo se a separação for bem conduzida.

Fonte:  http://www.psicologiapravoce.com.br

PARCERIA SEMPRE!
Cristina Constâncio

domingo, 6 de maio de 2012

Sexting (sex + texting)



Sexting

O Sexting é uma palavra originada da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) + texting (envio de mensagens). O Sexting descreve um fenômeno recente no qual adolescentes e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, contas de email, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamento para produzir e enviar fotos sensuais de seu corpo (nu ou seminu). Envolve também mensagens de texto eróticas (no celular ou Internet) com convites e insinuações sexuais para namorado(a), pretendentes e/ou amigos(as).

Cuidado
  • Infelizmente não são apenas nossos amigos que podem ter acesso ao que divulgamos online;
  • Atuais e futuros colegas de escola e de trabalho, parentes, inimigos, estranhos e até criminosos podem ver, copiar e manipular o que você divulga na Internet para, no futuro, usar isso contra você;
  • Uma vez online, perdemos completamente o controle da foto ou texto que publicamos;
  • Podem parecer brincadeiras inocentes, mas este tipo de mensagem sensual coloca nossa privacidade em risco;
  • Estas fotos podem dizer muito sobre sua vida para pessoas que você nem gostaria de conhecer;
Dicas para manter-se seguro
  • Jamais se deixe levar por pressões para produzir ou publicar imagens sensuais;
  • Tudo o que fazemos online tem conseqüências também fora da Internet. Pense muito bem antes de publicar;
  • Quando tiver dúvidas em relação aos comportamentos sexuais, procure conversar com seus pais e amigos(as) de confiança antes de se expor pela Internet;
  • Não há nada de errado em falar e discutir sobre sexualidade. O erro é não se proteger e não se informar sobre como manter relações saudáveis dentro e fora do ciberespaço;
  • Proteja seus direitos sexuais e não facilite agressões;
  • Pais: dialoguem com seus filhos para conhecer o que fazem online e orientá-los. Os valores e limites de sua família precisam ser discutidos também em relação aos comportamentos online. Converse com seus filhos sobre as noções de privacidade e de comportamento de risco para construir limites como proteção e não como proibição;
  • Pais e educadores: Saiba que você não precisa ser expert em tecnologia, basta transpor a cidadania também para este novo ciber-espaço público;

Fonte: www.safernet.org.br

Cristina Constâncio
 

Perigos na rede - Ciberbullying

 Ciberbullying

Você ou algum conhecido seu recebe constantemente mensagens no celular, e-mails, recados no blog ou no site de relacionamento com xingamentos, ofensas e humilhações? Isto é um caso de Ciberbullying, uma violência grave que não pode ser encarada como apenas uma brincadeirinha entre colegas. Se já foi vítima, saiba que você não tem culpa. Isso é ação de alguém mal educado e mal intencionado que deve ser responsabilizado.

Cuidado
  • Agressão anonima;
  • Pode se prolongar por anos;
  • Não envie nem repasse mensagens que agridam outras pessoas. Ao repassá-las, você também está agredindo;
  • Você gostaria que fizessem com você?
  • Nem todo mundo consegue superar o trauma de uma violência como esta que deixa marcas para sempre.
Dicas para manter-se seguro
  • Conte a algum adulto de confiança;
  • Não responda e grave todas as mensagens e/ou imagens;
  • Bloqueie o contato dos agressores no celular, chat, e-mail e redes de relacionamento;
  • Mais dicas e orientações em www.safernet.org.br
  • Seja sempre educado no que fizer pela Internet, cuidado com o que escreve e com as imagens que divulga;
  • Se algum conhecido está sendo vítima, encoraje-o a denunciar e ajude-o;
  • Muitos jovens já foram obrigados a pagar multas por terem ofendido colegas ou professores na Internet;
  • O futuro da Internet depende do que fazemos com ela hoje. Ao usar a Internet para agredir e humilhar alguém, estimulamos novas leis de controle e proibição;
  • Para manter a Internet livre e aberta amanhã, precisamos usá-la com respeito e ética hoje. 
Fonte:  www.safernet.org.br 

Cristina Constâncio
Psicologa 
 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um alerta: Adolescência ainda negligenciada.

Precisamos investir mais em políticas públicas e programas voltados ao trabalho com adolescentes, eles com certeza podem transformar suas proprias vidas, seus caminhos e sua comunidade.
Adolescentes têm visão inovadora, criativa e energia para tais transformações.
Mas ainda há um árduo trabalho, em alguns países a situação ainda é bem precária, vemos que na África a situação é a mais critica, mas sabemos que em quase todos os países, inclusive os da América Latina temos grandes problemas de falta de incentivos a esta faixa etária.

 Milhões de adolescentes estão ficando para trás, especialmente na África. 

Nova Iorque, 24 de abril – Nos últimos 20 anos, adolescentes foram beneficiados pelo progresso na educação e na saúde pública. No entanto, as necessidades de muitos adolescentes são negligenciadas, com mais de um milhão perdendo a vida a cada ano e dezenas de milhões sem acesso à educação, afirma relatório do UNICEF lançado hoje.
O documento identifica, por exemplo, a África ao sul do Saara como o lugar mais difícil para um adolescente viver. A população adolescente dessa região ainda está crescendo, estimando-se que terá o maior número de adolescentes do mundo até 2050. Mas apenas metade das crianças na África ao sul do Saara completa a escola primária e o desemprego entre os jovens é alto.
A publicação Progresso para as Crianças: Um relatório sobre adolescentes (Progress for Children: A report card on adolescents) destaca outras consequências alarmantes sobre o fato de os benefícios do progresso não estarem sendo divididos igualmente entre os 1,2 bilhão de adolescentes – meninos e meninas de 10 a 19 anos* – que vivem hoje em todo o mundo.
"Pobreza, status social, gênero ou deficiência impedem que milhões de adolescentes realizem os seus direitos a cuidados de saúde, educação de qualidade, proteção e participação", disse a Diretora Executiva Adjunta do UNICEF Geeta Rao Gupta. "Este relatório abrangente fortalece a nossa compreensão dos problemas enfrentados pelos adolescentes mais pobres e desfavorecidos. É hora de atender às suas necessidades; eles não devem ser deixados para trás".
O relatório aponta para uma significativa necessidade de reforçar o investimento em todos os aspectos da vida e do bem-estar dos adolescentes – mesmo em sua luta pela sobrevivência. A cada ano 1,4 milhão de adolescentes morrem por causa de acidentes de trânsito, complicações no parto, suicídio, aids, violência e outras causas. Em alguns países latino-americanos, mais meninos adolescentes morrem em decorrência de homicídio do que de acidentes de trânsito ou suicídio. Na África, complicações na gravidez e no parto são a principal causa de morte de meninas com idade entre 15 a 19 anos.
Crianças entrando na adolescência sofrem cada vez mais risco de violência - uma mudança em relação à primeira infância, quando doenças e desnutrição são as principais ameaças. As adolescentes são particularmente vulneráveis à violência no casamento. Em uma pesquisa na República Democrática do Congo, 70% das meninas entre 15 e 19 que tinham sido casadas disseram que sofreram violência nas mãos de um atual ou antigo parceiro ou cônjuge.
Adolescentes, especialmente meninas, são muitas vezes obrigados a abandonar a infância e assumir papéis de adultos antes de estar prontos, limitando as suas oportunidades de aprender e crescer, e colocando sua saúde e segurança em risco. O relatório diz que, nos países em desenvolvimento – excluindo a China –, mais de um terço das mulheres entre 20 e 24 anos já havia se casado ou vivia em união aos 18 anos, com cerca de um terço destas tendo casado até os 15 anos de idade.
Taxas de natalidade entre adolescentes são relativamente altas na América Latina, Caribe e África ao sul do Saara, afirma o relatório. No Níger, metade das mulheres jovens entre 20 e 24 deu à luz antes dos 18 anos.
Globalmente, 90% das crianças em idade escolar estão matriculadas em escolas primárias e sistemas de ensino secundário têm-se expandido em muitos países. No entanto, as matrículas na escola secundária continuam a ser baixas no mundo em desenvolvimento, especialmente na África e na Ásia. Muitos alunos em idade escolar secundária estão em escolas primárias. A África ao sul do Saara tem os piores indicadores de ensino secundário do mundo.
Cerca de 71 milhões de meninos e meninas que deveriam estar nos anos iniciais do ensino secundário em todo o mundo não estão na escola e 127 milhões de jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos – a grande maioria no Sul da Ásia e na África ao sul do Saara.
O relatório afirma que esforços significativos na defesa de direitos, programas e políticas são necessários para concretizar os direitos de todos os adolescentes. A adolescência é uma fase crítica da vida em que o investimento correto pode quebrar o ciclo da pobreza e resultar em benefícios sociais, econômicos e políticos para adolescentes, comunidades e nações.
Mas o relatório também aponta que os adolescentes devem ser reconhecidos como verdadeiros agentes de mudança em suas comunidades. Programas e políticas, enquanto protegem os adolescentes como pessoas em desenvolvimento, devem reconhecer a sua capacidade de inovação, criatividade e energia para resolver os seus próprios problemas.
O relatório está disponível somente em inglês: Progress for Children: A report card on adolescents
Fonte: Unicef Brasil - 24/04/2012

Cristina Constâncio
 
 
DROGAS - Conversas com Deus para adolescentes de Neale Donald Walsch

PORQUE É QUE FICAM TODOS TÃO ASSUSTADOS POR EU EXPERIMENTAR DROGAS DE VEZ EM QUANDO?....Valéri,17 Paris - França

Ao iniciar este tema, clarifiquemos as nossas definições. Droga é droga. Não interessa se é "legal" ou "ilegal". Há drogas a que algumas pessoas chamam medicinais e outras a que chamam recreativas. O abuso de qualquer uma delas pode causar graves problemas. Tal como o abuso do álcool, que é um tipo diferente de droga.
A resposta à tua pergunta é que experimentar drogas "de vez em quando" é quase impossível para a maioria dos seres humanos.
A droga é poderosa, Valérie, e pode tomar conta da tua vida antes que te apercebas disso. O problema é esse.
A maior parte das pessoas jura — jura a pés juntos — que consegue controlar o uso de droga. Ficam aborrecidas quando os outros dizem atenção, toma cuidado, não te metas nisso, porque acham que são maiores do que a droga, superiores a ela, mais capazes do que os outros para lidarem com ela.
Acontece o mesmo com muitos condutores. Uma estranha temeridade apodera-se deles quando estão por detrás do volante. São melhores a negociar as curvas do que aquele que foi antes deles e não conseguiu. Encostar o pedal ao chão. É a única coisa em que pensam. Não me vai acontecer nada.
Este ponto de vista também é frequente entre pessoas que bebem. O sentimento é que se "aguenta", ainda que as estatísticas mostrem que os outros geralmente se "despenham" ao seguir por essa estrada. As estatísticas não interessam. Os factos tornam-se irrelevantes. O que interessa é a emoção da experiência.
Junta a condução imprudente à droga ou ao álcool, e tens um problema letal.

MAS EU TENHO AMIGOS QUE USAM DROGAS ,E ELES ACHAM QUE ESTÃO A LIDAR BEM COM ESSA SITUAÇÃO,SEM QUAISQUER PROBLEMAS

O problema da droga é que distorce o pensamento. Pensas que consegues controlar-te; pensas que estás a controlar-te, mas é ela que te controla. Desde a primeira vez que a usas. E astuciosa.
Deixa-me contar-te a história da lagosta e da água.
Certa vez, um chefe de cozinha de um restaurante pôs uma lagosta numa panela, e esta nem sequer tentou sair. Sabes porquê? Porque a água estava fria. A lagosta teria tentado saltar para fora da panela se a água estivesse quente, mas não estava.
Só quando a lagosta já estava dentro da panela é que o chefe acendeu o lume. E, mesmo assim, deixou-o no mínimo. A água demorou muito tempo a ferver. Quando ficou suficientemente quente para cozer a lagosta, esta nem sequer se apercebeu disso.
Se alguém tivesse perguntado à lagosta, nos primeiros minutos: "Porque não tentas sair daí para fora? Não vês a situação em que estás metida?", ela teria respondido: "Não sejas tonto. Só estou a nadar um bocadinho dentro de água."

ENTÃO ACHAS QUE OS MEUS AMIGOS ESTÃO NUMA SITUAÇÃO PIOR DO QUE JULGAM.

Digamos apenas que estão em água quente.
Vou repetir. A droga começa a controlar-te desde a primeira vez que a usas. Tu não achas isso, mas ela controla-te. O facto de não achares isso é a forma como ela o faz.
A droga impede-te de pensar como pensas normalmente. Toma o suficiente, e impede-te de pensar, de todo.
"Oh, eu sei quando parar" são as famosas últimas palavras de milhares de pessoas cujas vidas foram arruinadas pela droga. E o mesmo se pode dizer do álcool.

TALVEZ SEJA MESMO PERIGOSO USAR ESSA CENA...

Não há nenhum "talvez" quanto a isto.

... MAS AS PESSOAS QUE CONHEÇO QUE A USAM SÓ ESTÃO A TENTAR FICAR "MUITO BEM"

O que é engraçado é que as pessoas consomem drogas, ou bebem álcool, para "ficarem muito bem" e, geralmente, acabam "muito mal". Na verdade, tão mal quanto se pode ficar.
E o que é triste é que podem "ficar bem" sem fazer nada disso.

SIM.SIM.JÁ SEI."FICA BEM COM A VIDA"

Sim!

MAS ISSO PARECE TÃO...NÃO SEI BEM...PALERMA.

A maior parte do mundo tornou o que é sensacional, palerma, e o que é palerma, sensacional. Neste caso, a maior parte do mundo pensa ao contrário.
Se é de uma sensação especial que estás à procura, não há nada mais sensacional do que a vida. A vida tal como é, e não a vida tal como é percebida através da névoa obscura de uma mente drogada, e de um corpo esgotado, e de um coração desesperado, e de uma alma sombria.
Estou a falar da vida tal como é percebida através de uma mente esclarecida e de um corpo enérgico e de um coração sincero e de uma alma elevada.
Estou a falar da felicidade pura, felicidade real, não da felicidade falsificada por estimulantes artificiais. Estou a falar de "ser", "fazer" e "ter" a um nível muito elevado.
Ser, Fazer e Ter são os três níveis da experiência humana. Toda a experiência nasce do Ser. O que estás a Ser determina o que estás a Fazer, e o que estás a Fazer determina o que estás a Ter. Talvez nunca tenhas pensado nisto, mas é tal e qual assim que funciona.
Viver feliz é ser, fazer e ter algo que faz com que a tua alma dance e o teu coração cante e a tua mente floresça.

COMO POSSO SENTIR-ME ASSIM?ESTÁS A DIZER QUE POSSO SENTIR-ME ASSIM?

Todo este livro está a dizer-te isso. É exactamente isso que está a dizer-te. Onde quer que o abras, aquilo que encontrarás são indicações e pistas e instrumentos que podes usar para ser, fazer e ter aquilo que escolheres.
A droga não te dará isso. A droga não é um instrumento. A droga destrói os instrumentos.
http://paroquiasantanaliv.sites.uol.com.br/PPS.html

Cristina Constâncio

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Calendário de Vacinas em Adolescentes

Nota: Mantida a nomenclatura do Programa Nacional de Imunização e inserida a nomenclatura segundo a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 61 de 25 de agosto de 2008 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA

Orientações importantes para a vacinação do adolescente

(1)  vacina hepatite B (recombinante): Administrar em adolescentes não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior, seguindo o esquema de três doses (0, 1 e 6) com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Aqueles com esquema incompleto, completar o esquema. A vacina é indicada para gestantes não vacinadas e que apresentem sorologia negativa para o vírus da hepatite B a após o primeiro trimestre de gestação.

(2)
  vacina adsorvida difteria e tétano - dT (Dupla tipo adulto):
Adolescente sem vacinação anteriormente ou sem comprovação de três doses da vacina, seguir o esquema de três doses. O intervalo entre as doses é de 60 dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP, DT ou dT, administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose.  Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada há mais de 5 (cinco) anos. A mesma deve ser administrada pelo menos 20 dias antes da data provável do parto. Diante de um caso suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados, iniciar esquema de três doses. Nos comunicantes com esquema de vacinação incompleto, este dever completado. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 (cinco) anos, deve-se antecipar o reforço.

(3)  vacina febre amarela (atenuada): Indicada 1 (uma) dose  aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado.  Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar dose de reforço, a cada dez anos após a data da última dose.
Precaução: A vacina é contra indicada para gestante e mulheres que estejam amamentando. Nestes casos buscar orientação médica do risco epidemiológico e da indicação da vacina. 

(4)  vacina sarampo, caxumba e rubéola – SCR: considerar vacinado o adolescente que comprovar o esquema de duas doses. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose, administrar a segunda dose. O intervalo entre as doses é de 30 dias.

http://portal.saude.gov.br

PARCERIA SEMPRE

Cristina Constâncio

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Adolescentes têm fácil acesso ao cigarro no Brasil




Adolescentes têm fácil acesso ao cigarro no Brasil, diz estudo

Cerca de metade dos adolescentes entre 13 e 15 anos ouvidos na pesquisa já conseguiu comprar cigarros sem obstáculos

Relatório também aponta que quanto maior é a escolaridade, menor é a chance de começar a fumar na adolescência

São Paulo – No Dia Nacional de Combate ao Fumo, um relatório revela que os adolescentes brasileiros têm tido acesso fácil ao cigarro. Segundo a publicação “A situação do tabagismo no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer Jose Alencar Gomes da Silva (INCA), entre jovens de 13 a 15 anos, o percentual das meninas que já compraram cigarro foi de 52,6% e, entre os meninos, o número foi de 48,1%.
O estudo, divulgado hoje, é uma compilação de resultados de pesquisas de 2002 a 2009, do Sistema Internacional de Vigilância do Tabagismo da Organização Mundial da Saúde. O documento revela que 77,9% dos fumantes começaram o hábito antes dos 20 anos e, apesar da existência da Lei Federal (n.º 8.069/1990 ), que proíbe a venda do produto para menores de idade, a maioria dos adolescentes participantes do levantamento nunca teve problemas para comprar cigarro.
A cidade onde a situação se mostrou mais grave foi Maceió, em que 96,77% dos jovens de 13 a 15 anos afirmaram nunca terem sido impedidos de fazer a compra. Em seguida, está Fortaleza, com 89,9% e, depois, Salvador, com 88,9%. O estudo também indica que a maioria deles costuma comprar o cigarro “picado”, em vez de maço, e geralmente adquire o produto em estabelecimentos legalizados, como padarias, bancas de jornal e bares.
Escolaridade e gênero
Outra conclusão apontada pelo relatório é que, quanto menor é a escolaridade, mais cedo a pessoa começa a fumar. Mais de 40% das pessoas que têm menos de um ano de escolaridade iniciaram o vício antes de 15 anos de idade. Já entre os jovens que tiveram de oito a dez anos de estudo, o número cai para 18%, e entre os que possuem mais de 11 anos de escolaridade, o percentual é de 12,9%. 

As meninas também estão sendo mais rápidas do que os meninos na hora de começar o vício. Em Porto Alegre (2002), por exemplo, 52,6% das adolescentes fumaram ao menos uma vez entre os 13 e 15 anos, contra 38% deles. Dados de 2005 de Curitiba mostram que 46,9% das meninas e 35,7% dos meninos já experimentaram cigarro. Em São Paulo (2009), 38% delas e 29,7% deles já fumaram nessa faixa etária.
Imagem: Google Imagens

sexta-feira, 13 de maio de 2011

2ª Conferência Estadual da Juventude

Sai  Decreto para a Conferência Estadual com os temas que serão discutidos:

 Decreto nº 56.985, de 11 de maio de 2011 de São Paulo

Convoca a 2ª Conferência Estadual de Juventude e dá providências correlatas
GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, Decreta:
Artigo 1º - Fica convocada a 2ª Conferência Estadual de Juventude, que será realizada de acordo com o calendário a ser publicado pela Secretaria Nacional de Juventude e pelo Conselho Nacional de Juventude.
Artigo 2º - A 2ª Conferência Estadual de Juventude tratará dos seguintes temas:
I - Juventude: Democracia, Participação e Desenvolvimento Regional;
II - Plano Nacional/Estadual de Juventude: prioridades 2011-2015;
III - Articulação e integração das políticas públicas de juventude.
Artigo 3º - A 2ª Conferência Estadual de Juventude será presidida pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, por meio da Coordenação de Programas para a Juventude, que designará seu coordenador.
Artigo 4º - Fica a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, por meio da Coordenação de Programas para a Juventude, responsável pela organização da conferência de que trata este decreto.
Artigo 5º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 11 de maio de 2011
GERALDO ALCKMIN

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2ª Conferência Nacional da Juventude



A 2ª Conferência Nacional de Políticas Publicas de Juventude acontecerá entre os dias 09 e 12 de dezembro de 2011 e será coordenada pela Secretária- Geral, por meio da Secretária Nacional de Juventude.

O Decreto do Regimento Interno é assinado durante primeira reunião da Comissão Organizadora da Conferência
A primeira reunião da Comissão Nacional Organizadora (CON) da II Conferência Nacional de Juventude foi marcada pela assinatura da portaria do Regimento Interno da Conferência pelo ministro da Secretária-Geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho. Em visita breve, o Ministro aproveitou para saldar e agradecer os participantes da Comissão pelo compromisso assumido com o processo da Conferência. O Documento foi publicado nesta quinta-feira (5) no Diário Oficial da União.
A Comissão, composta por 15 membros da sociedade civil do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e 18 membros do poder público. O encontro foi dirigido pela coordenadora geral da Conferência, Ângela Guimarães, e teve como primeiro ponto de pauta o debate sobre a temática da Conferência. A proposta é que a discussão gire em torno da aprovação do Plano Nacional e do Estatuto da Juventude, marcos legais em tramitação no Congresso.
Segundo o deputado federal Reginaldo Lopes, que participa da Comissão pela Frente Parlamentar da Juventude da Câmara Federal, mesmo que o Plano seja aprovado pela Câmara antes do término da Conferência, vale a pena a discussão que poderá modificar o documento que ainda será avaliado pelo Senado Federal.
A pauta da reunião seguiu com os informes sobre as ações da Secretaria Nacional de Juventude em relação à estrutura da Conferência e a escolha do Comitê Executivo, formado por 6 membros da Comissão Organizadora Nacional e que assumirá as ações mais práticas para o funcionamento da Conferência, além das decisões emergenciais. Compõe o Comitê 3 membros da Secretaria Nacional de Juventude e 3 membros do Conjuve.
A reunião terminou com a aprovação da primeira resolução da Comissão que versa sobre o funcionamento das etapas estaduais da Conferência. A resolução indica normas para facilitar os eventos estaduais e a escolha dos representantes nos Estados.
Recomendações – Carlos Odas, um dos organizadores da I Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, foi convidado a dar boas vindas aos componentes da Comissão e aproveitou para explicar como funcionou a etapa anterior. “A figura dos mediadores foram imprescindíveis em todo o processo da Conferência de 2008”, alertou Odas.
Outra recomendação veio da ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que também passou pelo encontro. Ela lembrou que os jovens em sistemas carcerários e os jovens com deficiência não devem deixar de participar do processo e propôs uma reunião de trabalho para tratar da questão da grande taxa de homicídios de jovens negros no país.
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Navegar com segurança.





Navegar com segurança!
Protegendo crianças e adolescentes da pedofilia e da pornografia infanto - juvenil na internet.


Materiais on line orientam sobre o uso da internet, em formato de cartilha.


http://www.promenino.org.br

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terça-feira, 8 de março de 2011

Crianças e adolescentes preferem manter redes sociais longe dos pais

Na vida real, podem ser grandes amigos, mas na internet, as crianças e adolescentes preferem manter pai e mãe à distância do perfil de usuário. É o que indicam pesquisas recentes realizadas por empresas de segurança na internet tendo como foco o uso do site de relacionamentos Facebook, o mais utilizado no mundo atualmente.
O primeiro estudo, da eMarketer mostra que quanto mais nova uma criança, maior a chance de ela odiar a ideia de ser amiga do pai ou da mãe no Facebook. A maioria (58%) dos entrevistados entre 13 e 14 anos disseram detestar a ideia.
Outra pesquisa, conduzida pela Kaplan Test Prep and Admissions, informa que 56% dos estudantes do colegial deram aos seus pais o acesso total a seus perfis. Em contrapartida, 58% dos adolescentes responderam que seus pais não têm perfil no Facebook.
Especialistas da empresa de segurança F-Secure recomendam que os pais adicionem os filhos em sites de relacionamento para intimidar internautas maldosos que podem seguir a criança e evitar que os filhos publiquem informações que os exporiam a riscos, como números de telefone e endereço residencial.
“Em vez de monitorar o seu filho o tempo todo no Facebook, peça para ele lhe mostrar como usá-lo, especificamente os controles de privacidade. Baseado nisso, os pais podem julgar o comportamento online de seus filhos”, diz Sean Sullivan, da F-Secure.
A opinião | Percentual de adolescentes que não gostam a ideia de ter os pais na mesma rede social:58% entre 13 e 14 anos
45% entre 15 e 17 anos
27% entre 18 e 19 anos
Fonte: eMarketer
Fonte: Zero Hora,  http://www.clicrbs.com.br
Imagem: Google Imagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Foi dada a largada para a 2ª Conferência Nacional de Juventude

Um salto necessário

A 1ª Conferência de Juventude foi um marco importante para o Brasil. Mais de 400 mil jovens participaram de um processo inovador, que se tornou referência para a democracia participativa brasileira. Como exemplo, citamos a realização de Conferências Livres em todo o território nacional. Naquele momento o lema da Conferência foi “Levante sua Bandeira”. Foi a oportunidade de os/as jovens apresentarem à sociedade brasileira seus anseios e demandas.
A 2ª Conferência Nacional de Juventude precisa dar um salto de qualidade, que amplie sua capilaridade e contribua para que a juventude opine sobre os grandes temas do país. Chegou a hora de afirmar quais são as políticas prioritárias do Governo Dilma, sugerir metas, prazos e como implementá-las com participação ativa da juventude. Para tanto, será preciso uma Secretaria Nacional de Juventude mais vigorosa, que consiga de fato assegurar a transversalidade de políticas universais que atendam a juventude no conjunto dos Ministérios de forma integrada, desenvolvendo sua capacidade de coordenar programas específicos inovadores.
A 2ª Conferência precisa deliberar de maneira decisiva a necessidade de avançarmos nos marcos legais da juventude e, portanto, fazer avançar as leis que tramitam no Congresso, como o Plano Nacional de Juventude e o Estatuto da Juventude. Nesse sentido, a definição sobre quais são os direitos da juventude, quais são as políticas e programas prioritárias para garanti-los e qual é o modelo de gestão devemos ter para executá-los, devem constituir as questões provocadoras para a elaboração do texto base que circulará pelo Brasil para a discussão.
A nova proposta de regimento da 2ª Conferência Nacional de Juventude apresentado pelo CONJUVE busca defender aspectos positivos da 1ª Conferência, como as Conferências Livres e criar novos mecanismos que ampliem a participação com a organização de um sistema que permita a participação virtual pela internet e as Conferências Territoriais, no âmbito dos Territórios da Cidadania, que permitirão maior participação dos/as jovens rurais, quilombolas, ribeirinhos e indígenas.
Por fim, a 2ª Conferência deve disparar uma discussão nos movimentos, organizações, redes e fóruns de juventude para a construção de uma pauta unificada da juventude que ajude a consolidar um calendário de lutas para o próximo ano. Sem luta social organizada, sem pressão política, dificilmente avançará a Política Nacional de Juventude.

Texto de Gabriel Medina é presidente do Conselho Nacional de Juventude e representante do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis (Fonajuves). 10 de fevereiro de 2011

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O uso da tecnologia por adolescentes e crianças




Jogos eletrônicos já foram acusados de causar problemas como obesidade, déficit de atenção, timidez e agressividade excessivas. Outros estudos, porém, alardearam seus benefícios no desenvolvimento de noção espacial, habilidades visuais e motoras e no combate ao declínio mental que surge com a idade. A tecnologia, dizem especialistas, não é vilã nem mocinha. O segredo é o uso adequado.

A diferença entre o uso abusivo e o recreacional da internet e dos jogos eletrônicos ainda é um pântano mesmo para especialistas. Essa geração digital, foi educada sob a perspectiva de estar conectada e tem características muito diferente das anteriores. “Possuem mais amigos virtuais que reais. Preferem conversas online. Até seus bichos de estimação são virtuais”.

Até ai tudo bem. O problema surge quando o jovem começa a migrar da vida real para a virtual e passa a negligenciar atividades comuns. Como esse uso excessivo não deixa sinais físicos, a diferenciação acaba sendo feita pelo prejuízo causado nas diversas áreas da vida. A esfera escolar é geralmente a mais afetada, com uma marcada queda no rendimento.

Os pais não podem ter medo de colocar limites. O ponto de equilíbrio vai depender dos valores de cada família.

Como o cérebro de crianças e adolescentes ainda não está totalmente formado, eles têm mais dificuldade para controlar seus impulsos. Os pais precisam estar próximos para ampará-los, assim como amparam um bebê que está aprendendo a andar. No caso de crianças menores, cabe aos pais determinar quando, como e para que usar o computador. Com os adolescentes, é preciso manter o diálogo. O mundo digital oferece inúmeras oportunidades de desenvolvimento cognitivo, aprendizagem e diversão. “Não temos como negar nem omitir, mas aprender a fazer um uso saudável e agregador”

Fonte: Jornal Correio Popular - Cps - 14/02/2011

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BULLYING

Qual o critério adotado pelos agressores para a escolha da vítima?

Os bullies (agressores) escolhem os alunos que estão em franca desigualdade de poder, seja por situação socioeconômica, situação de idade, de porte físico ou até porque numericamente estão desfavoráveis. Além disso, as vítimas, de forma geral, já apresentam algo que destoa do grupo (são timidas, introspectivas, nerds, muito magras; são de credo, raça ou orientação sexual diferente etc.). Este fato por si só já as torna pessoas com baixa autoestima e, portanto, são mais vulneráveis aos ofensores. Não há justificativas plausíveis para a escolha, mas certamente os alvos são aqueles que não conseguem fazer frente às agressões sofridas.

Quais as principais razões que levam os jovens a serem os agressores?

É muito importante que os responsáveis pelos processos educacionais identifiquem com qual tipo de agressor estão lidando, uma vez que existem motivações diferenciadas:

1. Muitos se comportam assim por uma nítida falta de limites em seus processos educacionais no contexto familiar.

2. Outros carecem de um modelo de educação que seja capaz de associar a auto realização com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Tais agressores procuram nas ações egoístas e maldosas um meio de adquirir poder e status, e reproduzem os modelos domésticos na sociedade.

3. Existem ainda aqueles que vivenciam dificuldades momentâneas, como a separação traumática dos pais, ausência de recursos financeiros, doenças na família, etc. A violência praticada por esses jovens é um fato novo em seu modo de agir e, portanto, circunstancial.

4. E, por fim, nos deparamos com a minoria dos opressores, porém a mais perversa. Trata-se de crianças ou adolescentes que apresentam a transgressão como base estrutural de suas personalidades. Falta-lhes o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia.

Fonte: Cartilha 2010 - Projeto Justiça nas escolas - Autora Ana Beatriz Barbosa Silva e Conselho Nacional de Justiça - CNJ
 
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dinâmica

Uma sugestão para oficina: os participantes devem confeccionar um jovem e uma jovem em um pedaço de papel pardo, com materiais como lápis e canetinhas coloridas, giz de cera, entre outros. Depois nomearam os personagens criados e escreveram as dúvidas, temores, sonhos, daquele jovem. Em seguida, cada grupo apresenta seu trabalho aos demais e estabelecendo uma discussão a respeito da adolescência. Ao final, pode se apresentar uma “Caixa de Dúvidas”, disponibilizada a cada encontro para colocarem questões referentes à sexualidade.

Uma boa dinâmica para reflexão sobre o que é adolescência e seus percalços, sendo que ficará mais fácil para os adolescentes escreverem sobre o jovem do desenho, podendo assim relatar suas dúvidas sem ter que se expor... de maneira direta.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Perseguição Digital

CONHEÇA OS "STALKERS", EM FUÇAR A VIDA DOS OUTROS

Quem nunca espionou o perfil alheio que atire a primeira pedra! Seja de amigo, desconhecido ou famoso: são poucos os que não cederam à tentação de bisbilhotar os "rastros digitais".
Quem tem a prática como hábito ganhou um nome: "stalker" (do verbo "stalk", perseguir em inglês).
"Faço isso o tempo todo. Quando conheço alguém, logo pesquiso se o que ela disse sobre si era verdade ou mentira", conta Jordânia Santiago, 24. Para ela, a chave são o Google E as redes sociais, como Orkut e Facebook.
Há técnicas mais avançadas para "stalkear", como criar perfis fictícios. É o caso de Cesar Martins, 22.
"[Persigo] amigos com os quais não tenho mais contato e pessoas com quem um dia mantive uma relação. Dificilmente vou atrás de quem não conheço", explica o proprietário da comunidade "Stalker Pride" no Orkut, com mais de mil membros.
Para a psicóloga Andrea Jotta, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, ser "stalker" não é algo necessariamente ruim.
"É o antigo papel da vizinha que ficava na janela acompanhando a vida alheia. Só que, agora, a janela é uma tela", diz.
Como hoje tem muita gente que faz da vida um livro virtual aberto, ficou fácil.
Segundo estudo da McAffe, 25% dos jovens entre 13 e 17 anos já tiveram informações pessoais publicadas on--line sem consentimento.
Para a psicóloga, não é a mania de superexposição que alimenta um "stalker", mas a velha e boa curiosidade. "Uma foto ou um depoimento não correspondem ao âmbito total de nenhuma pessoa. Essa lacuna é preenchida pelas nossas fantasias", pondera.
Estar do lado do "perseguido", no entanto, pode ser bem complicado.
A estudante Daniela*, 25, sentiu isso na pele. Uma ex-namorada criou perfis fictícios para persegui-la.
"Não tenho mais paz, pois ela tenta adicionar todos os meus amigos para me difamar. Desconfio até da minha sombra", explica.

"Leis e questões morais devem valer no mundo digital da mesma maneira que no real", comenta Andrea, ressaltando a necessidade de um maior cuidado ao divulgar informações pessoais.
Para os "stalkers", a psicóloga aconselha reflexão. "Vale a pena perder uma saída com os amigos ou deixar de trabalhar para correr atrás dessas informações?".

SER ‘STALKER’ É...
Começar o dia vasculhando as atividades de amigos no Facebook, no Orkut e no Twitter, só para se manter informado
Entrar em contato com pessoas famosas pelas redes sociais e interagir sempre que possível com elas, ainda que não as conheça pessoalmente
Ver as fotos novas daquela(e) ex que você insiste em não esquecer
Conhecer mais de uma maneira de passar pelo bloqueio de álbuns de fotos em redes sociais e no Twitter... Até ser descoberto novamente
Saber levantar, por meio do santo Google, informações como nome, e-mail, cidade, estado civil, hábitos, hobbies etc.
Ter a cara de pau de bisbilhotar um amigo(a) regularmente e falar com ele(a) como se nada tivesse acontecido. Amigo é pra essas coisas!
Ter ainda mais cara de pau para fazer tudo isso com uma pessoa desconhecida. Como diabos você foi parar na lista de visitantes do Orkut dela? Mistérios da vida 2.0
Conhecer alguém em um show e, sem saber o nome, descobrir o perfil da pessoa vasculhando o Orkut. Namoros sérios começaram assim!
Criar um ou mais perfis falsos (os chamados "fakes") para facilitar o processo e despistar seus alvos. Tudo em nome da informação livre, oras
Entrar em contato com outros ‘stalkers’ para trocar novos métodos. Há quem organize até mesmo encontros ‘stalkers’!

A internet é uma das melhores ferramentas da atualidade, mas se não for usada com discernimento crianças, jovens, ou adultos podem ser vítimas dela.

FABIO MACHADO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Prevenção

 Como funciona a pílula do dia seguinte? Dá para usar sempre?
A pílula do dia seguinte é um método de emergência para ser usado quando os outros meios anticoncepcionais falharam. Por exemplo: se a camisinha estourar, o casal ainda tem um recurso para evitar a gravidez. Ela é um medicamento com dosagem mais alta de hormônio e, precisa ser tomado até 72 horas após a relação sexual suspeita. Se passar disso, o risco de não funcionar aumenta muito. E, quanto antes for ela tomada, maior a chance de evitar a gravidez .
A pílula do dia seguinte age de várias formas. Se a garota ainda não ovulou, os hormônios impedem que os ovários liberem o óvulo. Se a ovulação já tiver ocorrido, os hormônios dificultam o encontro do espermatozóide com o óvulo. Mas se o óvulo já tiver encontrado o espermatozóide, a pílula impede que ele se fixe à parede do útero.
Preste atenção a uma coisa muito importante: esse é um método de emergência, não um método de contracepção regular. Se for tomada constantemente, a pílula do dia seguinte pode perder o efeito, pois os hormônios ficam tão desregulados que já não dá mais para precisar quando era período fértil ou não. Além do que, ela pode trazer efeitos colaterais bem chatinhos, como náuseas, vômitos, dor de cabeça, cólicas, tontura e alterações no ciclo menstrual.
Para saber exatamente como tomar a pílula do dia seguinte, converse com um ginecologista. Ele poderá explicar melhor sobre a dosagem e dar uma receita para você comprar o medicamento certo (e não entrar na barca furada de tomar “aquele” que sua amiga tomou e que pode não ser bom para você).

Fonte:  http://www.doutorjairobouer.com.br/
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

DOSES DISPONILIBILIZADAS PELO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO PARA O ADOLESCENTE

Profissionais que trabalham com adolescentes fiquem atentos no calendário de vacinação dos jovens.
(1) vacina hepatite B (recombinante): Administrar em adolescentes não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior, seguindo o esquema de três doses (0, 1 e 6) com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Aqueles com esquema incompleto, completar o esquema. A vacina é indicada para gestantes não vacinadas e que apresentem sorologia negativa para o vírus da hepatite B a após o primeiro trimestre de gestação.

(2) vacina adsorvida difteria e tétano - dT (Dupla tipo adulto): Adolescente sem vacinação anteriormente ou sem comprovação de três doses da vacina, seguir o esquema de três doses. O intervalo entre as doses é de 60 dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP, DT ou dT, administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose. Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada há mais de 5 (cinco) anos. A mesma deve ser administrada pelo menos 20 dias antes da data provável do parto. Diante de um caso suspeito de difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados, iniciar esquema de três doses. Nos comunicantes com esquema de vacinação incompleto, este dever completado. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 (cinco) anos, deve-se antecipar o reforço.

(3) vacina febre amarela (atenuada): Indicada 1 (uma) dose aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar dose de reforço, a cada dez anos após a data da última dose. Precaução: A vacina é contra indicada para gestante e mulheres que estejam amamentando. Nestes casos buscar orientação médica do risco epidemiológico e da indicação da vacina.

(4) vacina sarampo, caxumba e rubéola – SCR ou TRÍPLICE VIRAL: considerar vacinado o adolescente que comprovar o esquema de duas doses. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose, administrar a segunda dose. O intervalo entre as doses é de 30 dias.

Mais informações:  DISQUE SAÚDE 0800 61 1997

Fonte: http://portal.saude.gov.br/

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